never be the same

1.5M ratings
277k ratings

See, that’s what the app is perfect for.

Sounds perfect Wahhhh, I don’t wanna
É que às vezes a gente se culpa pelo nosso passado, por ter sentido o que sentimos, por ter dito “eu te amo” para algumas pessoas, por ter odiado outras, pela impulsividade, pela falta de atitude. Às vezes nos sentimos culpados pelo bom-dia que não demos, pelo boa noite que não recebemos; a gente se culpa pelos erros dos outros, pelos nossos, pelos que ainda vamos cometer e por aqueles que sequer cometemos. Eu parei. Parei de me culpar, parei de culpar a Gabriela que existiu antes da que sou hoje. Parei de criticar uma menina, com menos de 18 anos, que mal sabia o que estava vivendo, o que dizia, o que falava, o que sentia… eu me perdoei e aprendi a amar todo esse trajeto até aqui, parei de me envergonhar pelos meus erros e passei a admirar minhas conquistas, até as minhas meias conquistas. Eu não seria a adulta que sou hoje, se eu não tivesse vivido intensamente todas as minhas fases infantis e de adolescente; eu não teria o jeito de ver a vida que tenho hoje, se eu não tivesse cometido exatamente os erros que cometi. Escrevendo esse texto eu me liberto, me liberto do medo do passado me assombrar, me liberto do medo de viver novamente o que já passou, e me libero para viver o novo, o meu renovo. Me perdoo, me respeito -em todas as fases- e me abro para o que vier daqui pra frente. A Gabriela de 12 anos estaria orgulhosa de saber quem eu me tornei, e que não desmereci nenhum dos dias que nós vivemos.
12/07/2022, Gabriela S.
meus